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Cáritas Brasileira e União Europeia incentivam a Economia Popular Solidária

23 de outubro de 2018
 

Espaço Cultural Moinho de Vento do Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop (Foto: Arquivo Família Hip Hop)

Economia Popular Solidária fortalece comunidade por meio de incentivo cultural

Na sala, o colorido nas paredes, manifestações culturais por meio do grafite, vem ao encontro de quem entra na casa. Um grupo, em círculo, discute a mobilidade urbana e o direito à cidade.  Na cozinha, outro coletivo preparara o almoço. Lá fora, na quadra improvisada, as crianças correm em alvoroço e brincam no pula pula. O grupo de jovens organiza o palco para a atividade que ocorrerá à tarde.   Este é o Espaço Cultural Moinho de Vento, ponto cultural, social e de convivência comunitária do Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop. O ambiente acolhe, além dos eventos culturais que proporcionam acesso ao lazer, democratização e direto à cultura para crianças, adolescentes e jovens, também coloca em pauta temas relevantes à comunidade: violência, gênero, mobilidade urbana, construção e consolidação de políticas públicas como moradia, saúde, educação, transporte, segurança, cultura, assistência social. Pautas regadas e fortalecidas por meio de formações e reflexões sobre a realidade da cidade em que vivem, Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal.

Alex Martins, presidente do Coletivo Família Hip Hop (Foto: arquivo pessoal)

“Eu passava por aqui e via este espaço abandonado. Pensava comigo: ‘Isso aqui um dia será nosso’”, conta Alex Martins, presidente do Coletivo Família Hip Hop que neste ano completa 18 anos de atuação. Alex descreve que a missão do Coletivo é transformar o hip hop em um meio de integração social, através da educação popular, estimulo ao diálogo e a participação comunitária, possibilitando, assim, uma melhor leitura da realidade social, política e econômica.

A Família Hip Hop atua como produtora cultural e social desenvolvendo ações em três linhas principais.  Ações de cultura voltada para a criança, adolescente e juventude a partir do movimento Hip Hop: grafite, serigrafia, dança, teatro e música. Outra frente de ação envolve educação popular e por fim ações de geração de trabalho e renda, dentro dos princípios e práticas da economia popular solidária.

O principio da Economia Popular Solidária foi fundante para a consolidação das ações da Família Hip Hop, por meio do bazar comunitário, um incentivo da Cáritas Arquidiocesana de Brasília.

Hoje por meio de projetos a instituição consegue outros apoios para o desenvolvimento de suas ações. Entre os incentivos, o Núcleo de Formação Popular Família Hip Hop conta com o apoio do Projeto de Fortalecimento da Economia Solidária no Brasil, financiado pela União Europeia e executado pela Cáritas Brasileira.

Alex conta que com o investimento recebido da União Europeia compraram material para as oficinas e serigrafia, conseguiram um fundo rotativo para o fortalecimento do empreendimento, e, mais tarde foi possível, inclusive, realizar um empréstimo a um membro da Família Hip Hop para tratamento de saúde.

Crianças no Espaço Cultural Moinho de Vento da Família Hip Hop (Foto: arquivo Família Hip Hop)

Fortalecer os empreendimentos solidários – Ao todo, são 120 iniciativas de economia solidária integradas às dinâmicas territoriais de articulação e incidência nas políticas públicas que a União Europeia com a execução da Cáritas Brasileira vêm fortalecendo em todo o Brasil. A iniciativa vem contribuindo para consolidação da economia popular solidária como alternativa de formação e geração de renda das populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica, na perspectiva do desenvolvimento solidário sustentável e territorial.

“A ideia é essa, gerar renda para nós. Desenvolver as coisas para nós. E a proposta de Economia Solidária, além de pensar uma economia diferente da que tá ai, chama à trabalhar em redes, fortalecer as redes. Então, a ideia das redes para nós é fundamental”, reforça Alex.

A ideia agora é sempre ampliar o coletivo, trazer para cá a pessoas, fazemos um trabalho para a comunidade. A comunidade tem que saber que isso existe e saber que é dela, saber que ela pode utilizar o espaço”, conclui Alex.

O coordenador da Cáritas Brasileira, Fernando Zamban, conta que desde a década de 80, a Cáritas promove iniciativas territoriais e iniciativas comunitárias de convivência com seus territórios.

Zamban ressalta que a parceria com a União Europeia é muito importante para a Cáritas Brasileira, pois possibilita dar continuidade e apoiar projetos de economia local, baseada na coletividade, em organização de trabalhadores e trabalhadoras e em atividades econômicas coletivas. “A União Europeia nos possibilita isso quando apoia a nossa proposta de fomentar 120 empreendimentos de economia solidária ou grupos de projetos produtivos e que hoje com a parceria também com o Banco do Brasil, a gente vai conseguir alcançar 160 empreendimentos econômicos solidários, ou seja, cerca de 40 empreendimentos a mais que estavam inicialmente previstos na parceria com a União Europeia”, calcula o Zamban.

“Nós estamos na fase agora de já recebimento de prestação de contas de alguns projetos e ainda alguns repasses a fazer para outros projetos, para finalizar a proposta até dezembro deste ano. Já temos bons resultados colhidos com os projetos implementados integralmente e nós vamos fazer ainda uma rodada de avaliação final com esses empreendimentos, depois dos repasses todos feitos e da implementação iniciada. Com certeza, essa iniciativa de apoiar pequenos grupos produtivos fortalece, de uma maneira muito efetiva, o que a Cáritas Brasileira acredita como outra forma de organizar e sociedade economicamente, a partir de pequenas iniciativas, pequenos grupos. Isso é fundamental para o crescimento e desenvolvimento social dessas mesmas comunidades”, finaliza Fernando Zamban.

 

Por Osnilda Lima, Rede Cáritas de Comunicadores/as

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