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Cáritas Regional Paraná adere à campanha Não Fracking Brasil

25 de fevereiro de 2016
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Um passo importante foi dado para ampliar o alcance da campanha Não Fracking Brasil nos próximos meses e levar informação à população sobre os perigos e riscos do fraturamento hidráulico, tecnologia utilizada para a exploração no subsolo de gás de xisto (shale gas). O coordenador nacional da Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade (Coesus), Juliano Bueno de Araujo, e Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina, se reuniram com representantes da Cáritas Regional Paraná nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro, para a construção de uma agenda de eventos direcionados para a mobilização contra o fracking no país.

A tecnologia fracking utiliza milhões de litros de água, misturados à areia e a um coquetel de mais de 600 produtos químicos, muitos deles cancerígenos e até radioativos, para fraturar a rocha de xisto e liberar o gás metano. Os resíduos contaminam as reservas de água da superfície e aquíferos, tornam o solo impróprio para a agricultura e pecuária, poluem o ar e causam câncer e outras doenças nas pessoas que vivem próximos aos poços.

“Vemos no fracking uma ameaça real e urgente que precisa ser comunicada aos brasileiros. Nós, da Cáritas, vamos ajudar a impedir que isso aconteça no Brasil”, garantiu o secretário da Cáritas Regional Paraná, Amauri Antonio Mosmann. Ele participou da reunião junto com a agente Cáritas Joseanair Hermes. Ambos se baseiam na encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado da casa comum, para reafirmar que o fracking representa uma séria ameaça à natureza, aos homens e mulheres e a todos os outros seves vivos do planeta. Tanto que o  Programa Ambiental das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Unep) considera que a tecnologia para a extração não-convencional de gás apresenta riscos ambientais, afetando os ecossistemas e a biodiversidades e fomentando a competitividade pelo uso da água.

O coordenador da Coesus, Juliano Bueno de Araujo, afirma que “a articulação e apoio da Igreja Católica e seus movimentos internos são fundamentais para impedir que a nossa segurança hídrica e alimentar seja comprometida com o fracking, que acaba com a vida e o planeta”. A diretora da 350.org Brasil, Nicole Figueiredo de Oliveira, complementa: “Precisamos levar informação sobre o fracking, falar de mudanças climáticas, envolver a sociedade na luta contra os combustíveis fósseis e reivindicar investimentos em energias renováveis 100% limpas e seguras”. 

A intenção da campanha Não Fracking Brasil é construir uma agenda de eventos que leve informação ao maior número de pessoas em todos os estados brasileiros, debatendo as consequências do fracking e pressionando os governos municipais, estaduais e federal a agir. Com a adesão da Cáritas à campanha, a perspectiva é de multiplicar a formação de agentes mobilizadores contra o fracking e mostrar aos gestores e à indústria do hidrocarboneto que os brasileiros e brasileiras não querem correr os riscos ambientais, econômicos e sociais que a tecnologia impõe.

Fonte: Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade (Coesus)
Foto: Silvia Calciolari / Coesus

 

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