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Campanha mundial contra a fome e a pobreza é discutida em Serrinha, BA

08 de abril de 2014

Na noite de 31 de março, data que marca os 50 anos do Golpe Militar no Brasil, a Cáritas Diocesana de Serrinha mobilizou Ministério Público, OAB, pastorais, conselho tutelar, sindicatos e mais de 80 pessoas para refletirem sobre “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, em conjunto com o tema da Campanha da Fraternidade 2014.

A tônica do tráfico humano é a vulnerabilidade social, bem como tema da campanha da Cáritas Brasileira toca em raízes profundas na forma como a nossa sociedade se estrutura, fruto da concentração da propriedade da terra, da riqueza gerada e da renda em mãos de uma minoria.

Dr. Sabino, representante da OAB valoriza a iniciativa da Cáritas Diocesana de Serrinha e destaca a importância do debate sobre os temas que são atuais, “onde milhares de trabalhadores e trabalhadoras são deslocados de seus lares, enquanto a sociedade, às vezes vira as costas, as pessoas em situação de exclusão ou que são exploradas”.

O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando pessoas para erradicar este mal com vista ao resgate da vida.

Quando a Cáritas Brasileira propõe debruçar sobre o tema, quer com isso gerar uma sensibilização nacional na igreja e em toda a sociedade sobre a fome, a pobreza e a desigualdade social no mundo e no Brasil, que somente será superada com uma profunda transformação estrutural da sociedade e com a distribuição das riquezas com critérios de justiça.

A iniciativa em Serrinha é uma forma de ampliar o debate sobre a temática em conjunto com as organizações parceiras, no enfrentamento da fome, da pobreza e das desigualdades.

Dom Ottorino Assolari, Bispo Diocesano de Serrinha pede que diante da importância e da delicadeza dos temas em questão, que se tenha uma ação profética de denunciar todas as formas de violação da dignidade humana.

Amanda Santos, assessora da Cáritas Regional Nordeste 3 chama atenção que quando são roubados os direitos ao território, as pessoas são violadas nas mais diversas formas, submetendo-se a situação degradantes de moradias, de trabalho e sem direito à família submetendo-se a um padrão de vida que afronta ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

 

Por Allan Lusttosa, Cáritas Regional Nordeste 3

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