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Assembleia promove convergência dos debates do FSM 2018

17 de março de 2018
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Os participantes do Fórum Social Mundial, se reuniram, na tarde desta última sexta-feira (16), na Assembleia Mundial dos Povos, Movimentos e Territórios em Resistências, na Quadra de Esporte do Sindicato dos Bancários, em Salvador (BA). Na oportunidade, foi feita a socialização das cartas finais das plenárias temáticas e das representações internacionais que se envolveram, desde terça-feira (13), no evento.

Durante as falas, houve a percepção do momento atual, o levantamento das demandas e proposição de perspectivas que surgiram no esforço de resistência e luta por condições melhores de vida no mundo. 

Educação

No campo da educação, por exemplo, o debate girou em torno dos modelos que estão colocados nos dias de hoje. Segundo o presidente do Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe, Oscar Jara, há um que reforça o capital hegemônico e não se preocupa com a vida e outro que é a educação popular, como um caminho de estímulo às pessoas a se entenderem e agirem como sujeitos de transformação. “Definitivamente, nesse momento de resistência, precisamos criar alternativas. Não podemos só resistir e ficar aguentando o peso da dominação, com resignação e passividade, mas temos que criar capacidades para transformar”, disse.

Juventudes

Nesse sentido, também saíram encaminhamentos em relação às juventudes Pedro Gorki, que representou o segmento, falou da importância de participar do fórum, de analisar a conjuntura comum aos jovens do mundo e também, especificamente, a do Brasil, e de compartilhar as iniciativas no campo da resistência e da luta organizadas por direitos. “Há gente que acha que as juventudes estão perdidas, desesperançadas, que não se interessam pela luta política, mas posso garantir que elas estão conectadas. Provas disso foram as ocupações de 1200 escolas no país para o debate sobre questões importantes, como a redução dos investimentos na educação, por parte do governo, que nos atinge brutalmente”, destacou o jovem.

Ouvindo as experiências dos jovens durante o fórum, Mamadu Djabi Djalo, de Guiné-Bissau, acredita que esses dias ofereceram trocas de conhecimentos importantes. “Aprendemos muito sobre as dificuldades, mas também sobre as lutas dos povos. Do mesmo jeito que nós africanos queremos democracia, há outros, em lugares do mundo diferentes, que também querem isso. E vou levar aos meus colegas jovens essa realidade. Não estamos sozinhos”, salientou o representante dos povos da África na assembleia.

De mais perto, geograficamente falando, o jovem Davi Cravo, envolvido nas ações da Cáritas em Sergipe, também reconheceu a importância de se fazer presente e interagir durante as atividades. “O contexto não é favorável, mas o fórum nos motiva a continuar atuando na transformação da vida das pessoas”. Cravo também destacou a importância de se relacionar com outros segmentos sociais para colaborar na perspectiva de outro mundo possível. “É preciso ser fermento na massa com outros que tem pautas que se relacionam ou não com as nossas”, completou.

Fortalecer redes

Para o diretor executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio Lopes da Silva (Mandela), a metodologia do fórum ajuda nesse processo de perceber as demandas das organizações e movimentos sociais e traçar estratégias da instituição para contribuir nas respostas. “Tanto essa assembleia, quanto a Ágora dos Futuros, têm como objetivo formar agendas de lutas, fortalecer as redes, dar continuidade às ações globais. E, companhando tudo isso, esperamos ficar mais próximos, agregando esforços às lutas”, avaliou.

Com a mesma disposição, a representante da América Central e Caribe, Katalina Lopez, indígena da Guatemala, espera voltar às bases. “Espero que a resistência prossiga. Que o fórum não acabe aqui, mas que cada um volte e promova ações que transformem”, reforçou.

Por Wagner Cesario

Rede de Comunicadores/as da Cáritas Brasileira

 

 

 

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