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Ações desenvolvidas pela Cáritas Diocesana de Pesqueira (PE)

27 de março de 2017
Série 02 (1)

Águas que mudam vidas

No sítio Fundão, município de Sanharó (PE), encontramos a senhora Maria Alvani, esposa do senhor Ademar Andrade, que vivem na comunidade há mais de 50 anos e sobrevivem da agricultura familiar. Dona Alvani relata que sempre plantou e tirou o sustento da família através da roça, mas a vida da família da agricultura mudou depois da implantação de tecnologias sociais de captação de água das chuvas em sua propriedade. “Sempre plantei, mas as coisas têm melhorado depois dessa cisterna-calçadão. Porque agora nós temos onde armazenar água para produzir nossos alimentos”, diz ela.

Agora, além da cisterna de placas com capacidade para armazenar 16 mil litros e a cisterna-calçadão com a capacidade para 52 mil litros de água, a família foi beneficiada com a chegada do abrigo de secagem, que veio complementar e facilitar o trabalho da família. “O abrigo de secagem está nos ajudando muito, pois eu não preciso colocar o feijão ou o milho pra secar e depois levar pra casa. Agora eu já tenho um local pra armazenar sem precisar ‘tá’ levando de um lado pro outro”, declara dona Alvani.

Hoje, em sua propriedade, mesmo enfrentando seis longos anos de estiagem, dona Alvani diz que não deixa de fazer as mudas de manga, acerola, graviola e tantas outras. “O meu sustento e dos meus filhos é daqui. Plantamos e sabemos dar valor ao que conquistamos, e ainda virão outras conquistas, se Deus quiser”, comemora a agricultora.

Por Guilherme Silva, técnico de campo da Cáritas Diocesana de Pesqueira

Série 01-

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agroecologia

Na comunidade Saguim, na cidade de Tupanatinga (PE), encontramos o agricultor experimentador Ronaldo Macário, que desenvolve em sua propriedade um trabalho voltado para a agroecologia. Com a implantação de algumas tecnologias sociais, ele vem conseguindo tornar sua propriedade mais sustentável, mesmo com a estiagem prolongada. As tecnologias contribuem na produção de frutas, hortaliças e para a criação de pequenos animais, o que garante a segurança alimentar e nutricional da família.

“Na minha propriedade, apesar do pouco tempo que tenho para cuidar, tento manter as tecnologias. Trabalho sempre focado nas quatros seguranças, dentro do contexto agroecológico: segurança hídrica, alimentar, de energia e de nutrientes. Principalmente a segurança hídrica. É bom lembrar que a água é fundamental para qualquer tipo de vida, e o mais importante é a maneira como usamos ela. Em minha propriedade, eu e minha família temos cuidado pra não desperdiçar. Faço o reaproveitamento das águas do banho, das roupas e dos pratos com a tecnologia do filtro de águas cinzas. Essa mesma água é reutilizada nas plantações”, relata o agricultor, que também é técnico em agroecologia.

A propriedade de Ronaldo se constituiu em uma referência na região e recebe visitas de escolas, agricultores/as, associações e organizações não governamentais (ONGs). Dentre as tecnologias alternativas, além do citado filtro de águas cinzas, o agricultor tem na sua propriedade uma cisterna de ferro e cimento, aquecedor de água, caminho produtivo, estrutura geodésica e biodigestor. Ronaldo ressalta seu desejo de implantar ainda outras tecnologias de captação e armazenamento de água para garantir a segurança hídrica de sua propriedade.

Por Rivaldo Melo, da Coordenação de Projetos da Cáritas Diocesana de Pesqueira

Série 02-

 

Criação de animais

Na cidade de Buíque (PE), a 67 km de distância de Pesqueira, no Sítio Cafundó, residem os agricultores José Sérvulo de Araújo, conhecido como Cazuza, e sua esposa dona Maria do Socorro Silva Araújo. Seu Cazuza é proprietário de 11 hectares de terra, onde se dedica à criação de bovinos de corte e leite, e dona Socorro cuida das galinhas, que mantém mesmo em épocas difíceis. Dos 11 hectares de seu Cazuza, em dois ele cultiva a palma forrageira; no restante da propriedade, planta capim para alimentação do rebanho.

Foi nesta propriedade no Sítio Cafundó que seu Cazuza criou a família e se mantém firme na luta diária, desconsiderando toda e qualquer possibilidade de sair de sua terra. “Aqui já foi muito difícil, mas agora as coisas estão bem melhores, principalmente depois da chegada das cisternas na comunidade”, conta ele.

Para seu Cazuza, a mudança para melhor ganhou força em 2008, quando a comunidade foi atendida pelo Programa de Mobilização Social para Convivência com o Semiárido: Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), executado pela Diocese de Pesqueira por meio da Cáritas Diocesana. A sua família foi contemplada com uma barragem subterrânea – uma tecnologia social que armazena água no subsolo e é usada para a produção/plantio, principalmente em período de estiagem. “Foi muito bom, porque desde 2011 que a seca pegou, mas não faltou água na barragem”, revela o agricultor com muita alegria.

Vale destacar que a comunidade recebeu posteriormente, por meio do mesmo programa, uma Bomba D’água Popular (BAP), bomba manual instalada em poço de até 100 metros de profundidade – aos 40 metros, já é possível a retirada de 1000 litros por hora. Esta bomba serviu para a retirada de água em um poço que estava desativado, beneficiando diversas famílias agricultoras e pequenos criadores da localidade. “ ‘Tô muito satisfeito. Tem mais de 250 reses (animais) bebendo no poço da BAP”, informa concluiu seu Cazuza.

Por Itamar de Carvalho Souza, coordenador técnico da Cáritas Diocesana de Pesqueira

Série 03

 

 

 

 

 

Veja aqui a página especial sobre a Semana da Água publicada no portal Cáritas

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