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Ações da Cáritas Italiana após terremoto têm foco nas pessoas

14 de setembro de 2016

Um pouco mais de duas semanas após o terremoto que atingiu a região central da Itália, a Caritas Italiana organizou uma reunião com as Cáritas diocesanas das regiões afetadas e os coordenadores de emergência regionais. Participaram mais de 30 pessoas, que discutiram e concordaram que a abordagem de resposta deve ser centrada nas pessoas e na identificação local de intervenções específicas que respondam de forma flexível a um ambiente operacional em constante mudança.

Com base na análise do contexto pós-terremoto e na experiência adquirida nestes primeiros dias de atendimento às vítimas do tremor, ocorrido no dia 24 de agosto, os participantes concordaram que as Cáritas diocesanas deve se concentrar em: identificar necessidades prioritárias da população; adotar uma abordagem centrada nas comunidades; agir em coordenação com outros atores locais; auxiliar as comunidades a voltarem a uma sensação de “normalidade”; praticar a caridade.

A presença e proximidade da Igreja no atendimento emergencial às vítimas foi imediata, ocorrendo por meio dos bispos e párocos que estiveram envolvidos desde o primeiro dia, acompanhando as comunidades afetadas. As Cáritas diocesanas ativaram imediatamente grupos de apoio operacionais, graças às Cáritas paroquiais e ao envolvimento das associações diocesanas, instituições religiosas e grupos de base. Esses atores estão proporcionando conforto para as famílias das vítimas com assistência específica aos deslocados, dando especial atenção às pessoas particularmente vulneráveis ​​(idosos, doentes, crianças, pessoas com deficiência) e às aldeias e pequenas vilas distantes dos holofotes da mídia.

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) realizou uma contribuição inicial imediata de 1 milhão de euros para suprir as necessidades básicas urgentes. Além disso, vem incentivando as dioceses, paróquias, instituições religiosas e grupos de leigos a “aliviar as difíceis condições em que as pessoas estão forçadas a viver”. Também organizou uma coleta nacional para este domingo, dia 18 de setembro, de forma a coincidir com a realização do 26º Congresso Eucarístico Nacional.

Fases de respostas

A partir destes fatores e com base nas avaliações das necessidades da população, a Cáritas está priorizando ações em três vertentes de resposta. A primeira delas é a ajuda de emergência, fase atual do trabalho desenvolvido pela instituição. Esta fase inclui a distribuição de alimentos, produtos de higiene e outros gêneros de necessidade básica à população, o fornecimento de tendas para abrigo, os cuidados oferecidos aos mais vulneráveis ​​(idosos, crianças, doentes, etc.) e o apoio dado às famílias das vítimas.

Na segunda fase de respostas, ocorre o acompanhamento comunitário, até o encerramento dos campos de abrigados em tendas. Entre as atividades destra fase, estão a escuta das pessoas abrigadas, a animação de comunidades e a identificação de necessidades especiais pontuais. Na terceira fase, ocorre o apoio direto às famílias, inclusive em dinheiro para a aquisição de mobiliário, acessórios e aparelhos, além do acompanhamento à formação de pequenos negócios familiares, de modo a substituir equipamentos no terremoto ou para fomentar a compra de sementes, adubos ou rações animais para atividades baseadas na exploração agrícola.

As dioceses já receberam 250 mil euros do total de 1 milhão disponibilizado pela CEI. Por outro lado, os valores arrecadados na coleta nacional de 18 de setembro financiarão projetos de reconstrução de espaços comunitários, escolas, estruturas de serviços sociais e de caridade, alojamentos, e de reabilitação sócio-econômica, incluindo iniciativas de ação coletiva e assistência a pessoas em situação de séria vulnerabilidade.

Dada a complexidade da situação e a necessidade de uma abordagem coordenada, é crucial para a Caritas Italiana agir a partir da coleta organizada pela Conferência Episcopal Italiana. Esta opção não é ditada apenas pela necessidade de cumprir com os regulamentos da Igreja italiana e da própria legislação do país, mas também para facilitar uma abordagem vinculada às intervenções sob medida diante do total de recursos disponíveis, de forma a evitar iniciativas descoordenadas bilaterais que podem criar desigualdades e tratamentos distorcidos às comunidades afetadas. 

Fonte: Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira, com informações da equipe de Emergências da Caritas Internationalis
Fotos: Caritas Internationalis

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