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A vida que renasce e brilha: um ano após terremoto, “Equador se levanta”

24 de abril de 2017
Cartão para uso nas redes sociais

Diante da dor e da morte, as pessoas têm duas alternativas principais: entregar-se ao sentimento de perda, de ausência de sentido, de fracasso, e deixar que a vida passe, ou reconhecer nesta mesma situação o convite e a possibilidade para encontrar a própria vida. A vida que está presente em todo acontecimento, a esperança que brota em qualquer situação, não importa o quanto dolorosa ela seja.

Um ano após o terremoto tão doloroso que afetou o Equador, estamos enfrentando essa mesma pergunta. Passado um ano, é natural que venham à nossa memória e ao nosso coração, sobretudo àqueles que perderam tudo, àqueles que perderam entes queridos, a sensação de quão sem sentido são estas perdas.

Queremos convidar todas as pessoas para enxergar ao redor também os muitíssimos sinais de vida que se têm feito presentes a partir desta experiência dolorosa, experiência que ninguém queria viver, diante da qual ninguém jamais pode estar totalmente preparado, e que não podemos atribuir a mais ninguém do que às próprias situações da vida tal como são. Vejam como durante este ano têm havido mãos que trabalham todos os dias para levantar o ânimo, para reforçar a esperança, para retomar a vida passo a passo, tijolo a tijolo.

Isso é o que na realidade vivenciamos no tempo da Quaresma, a certeza de que a vida está plena de situações também dolorosas, que as coisas não são como queremos que sejam. Esta realidade, a que vivemos, não é a que Deus sonhou, e há sinais de cruz e de morte que nos tocam, que nos fazem sofrer, mas precisamente por isso abraçamos essa realidade e reconhecemos a presença de Cristo Encarnado, aí está nossa esperança, ressuscitado três dias depois, trezentos dias depois, um ano após o terremoto ou três anos, não importa. A ressurreição se faz verdade a cada dia nos rostos concretos daqueles que crêem e que fazem a diferença, daqueles que sustentam os outros, daqueles que somam, que contribuem, que deixam sua colaboração aqui no caminho.

Queremos que este seja um momento muito especial para Abraçar a Páscoa da Ressurreição, para que o Equador siga se erguendo, para que se reconheça todos os sinais de ressurreição presentes nos pequenos gestos do cotidiano nos corações das famílias, nas casas, negócios, vidas; esta é uma ocasião especial também para agradecer profundamente a todas essas pessoas de boa vontade, de todos os lugares do país e ao redor do mundo, que nos têm ajudado.

Como Cáritas, temos sido testemunhas de uma avassaladora mostra de afeto, carinho e esperança em prol do Equador em todo o mundo. Sinais de ajuda, de solidariedade e de apoio têm chegado de todos os lugares do planeta.

Queremos agradecer a toda a Rede Cáritas, a todos os bispos no Equador, com seus gestos de profunda solidariedade, a todas as pessoas de vida religiosa, sacerdotes, membros da Igreja ou não, que têm contribuído com seu grão de areia para fazer a diferença, a todos aqueles que ofereceram ajuda e a todos os que têm feito de suas próprias vidas essa opção de solidariedade.

Este é um bom momento para agradecer. Sem dúvida ainda há muito por fazer – muitas realidades foram afetadas, tanto no coração como na infraestrutura. Queremos agradecer a possibilidade de poder oferecer assistência humanitária a alguns milhares de pessoas, de poder ajudar a algumas centenas de pessoas a reconstruírem suas casas e a morar com dignidade, de ajudar outros milhares a reorganizar meios para o sustento de suas famílias e também de poder acompanha-los psicológica e espiritualmente, junto com outras pessoas de boa fé.

Obrigado à Conferência Equatoriana de Religiosos e Religiosas, à Província da Companhia de Jesus no Equador e especialmente à nossa Comissão Episcopal de Pastoral Social por acompanhar, escutar e fazer vida a estes sinais, e obrigado também aos bispos, aos agentes de pastoral, aos membros de pastoral sacerdotes, religiosos e religiosas dos territórios de Manabí e Esmeraldas que têm encarnado e dado vida a este sentido de ressurreição em meio a uma realidade que aparentemente é apenas morte.

Mas não! A morte nunca terá a última palavra.

Obrigado ao Deus da Vida por, neste ano, em meio a uma profunda dor, termos encontrado sinais de esperança.

Que Deus abençoe esta caminhada conjunta e que, nesta Páscoa de Ressurreição, sigamos fazendo a diferença, porque ainda há muito por fazer e porque parece hoje que o país está dividido. Mas não nos perdamos nos fragmentos do tempo. O profundo é radiar vida a longo prazo, para que todos tenham vida e vida em abundância. Essa é nossa missão como Pastoral Social Caritas Ecuador. Obrigado, muito obrigado.

Por: Mauricio López / secretário-executivo da Cáritas Ecuador
Tradução: Luciano Gallas / Assessoria Nacional de Comunicação da Cáritas Brasileira

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