Diminuir tamanho da fonteAumentar tamanho da fonte

“A segurança alimentar é simplesmente vital”

05 de dezembro de 2013

A fala é do membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Irio Luiz Conti, em entrevista concedida em ocasião da Campanha Mundial contra a fome “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, promovida pela CNBB e a Cáritas Brasileira. Irio diz ainda que 

“a desigualdade é a principal causadora da pobreza e da insegurança alimentar e nutricional”.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a segurança alimentar é o estado pleno em que todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a uma alimentação que seja suficiente, segura, nutritiva e que atenda a necessidades nutricionais e preferências alimentares propiciando uma vida ativa e saudável.

A segurança alimentar é um tema que atinge todas as categorias sociais independente da situação de renda. Isso porque ao mesmo tempo em que temos pessoas que se alimentam mal por não ter acesso a alimentos de qualidade e com a devida regularidade, existem também aquelas que se alimentam, mas de forma incorreta, compondo o grupo daqueles com sobrepeso e obesidade, que já abrange 49% da população brasileira.

Embora o Brasil seja um país onde a produção de alimento é mais do que suficiente para sanar toda a população, a má distribuição e a dificuldade de produção e acesso faz com que haja uma desigualdade no fornecimento desta comida. Enquanto algumas pessoas adoecem pelo excesso, outras vão parar nos hospitais pela falta.

Neste sentido, a segurança alimentar é colocada como objeto de política pública, fazendo com que o governo crie campanhas e programas para a melhoria do quadro. O grande problema é que os programas não têm uma estrutura fundamentada para a capacitação tanto para a produção quanto para a compra dos produtos, o que faz com que a situação não melhore em nada.

Este é um tema que atinge todas as categorias sociais independente da situação de renda. Isso porque ao mesmo tempo em que temos pessoas que se alimentam mal por não ter acesso a alimentos de qualidade e com a devida regularidade, existem também aquelas que se alimentam, mas de forma incorreta, compondo o grupo daqueles com sobrepeso e obesidade, que já abrange 49% da população brasileira.

Ao ser questionado sobre uma possível solução para este problema no Brasil, Irio diz que “em primeiro lugar o país precisa radicalizar a democratização do acesso aos bens e recursos de modo que haja uma distribuição mais eqüitativa. Precisa também democratizar os canais de participação nas decisões que efetivamente mudam os rumos do país e ampliar a transparência no uso dos recursos públicos. Em terceiro lugar, precisa ampliar progressivamente o volume de recursos para as políticas públicas que se relacionam diretamente com o enfrentamento da pobreza”.

“É necessário uma radicalização nas políticas publicas a fim de acelerar o acesso aos diferentes recursos e oportunidades”,

afirma Irio, que finaliza dizendo “Trata-se de radicalizar medidas de políticas publicas que acelerem o acesso aos diferentes recursos e oportunidades, inclusive o acesso a transferência de renda com volumes mais expressivos de modo a enfrentar as desigualdades estruturais causadoras da pobreza e da insegurança alimentar e nutricional.”

por Tanara Adriano, da assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


MAGRE BRASIL

Faça parte dessa rede

Redes Sociais

Cáritas Notícias

Cadastre-se e receba por e-mail nossos informativos.
Prestação de Contas

Contato

Cáritas Brasileira
SDS - Bloco P - Ed. Venâncio III
Sala 410 - CEP: 70393-900


Brasília/DF
+55 (61) 3521-0350

caritas@caritas.org.br