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A água e o plantio de Maria Barbosa da Silva

22 de março de 2016

Texto Nelson
Eu me chamo Maria Barbosa da Silva, moro no sítio Cachoeira no município de Paranatama – PE.

Antes da chegada da cisterna, não tinha nenhum plantio, não tinha palma, não tinha os pés de manga, não tinha nenhum pé de planta no terreiro como tem agora, não tinha nada. Todas estas plantas que tem agora fui eu que plantei, gosto de plantar minhas plantas de pé de flor, gosto de plantar pé de mamão, pé de jaca, pé de manga, pé de laranja, pé de limão, planto bananeira, toda diversidade de fruta eu planto um pouco. Tenho pé de goiaba, pitanga, umbu cajá, toda fruta que gosto, eu guardo o caroço e produzo a muda para poder plantar depois, aproveito os sacos vazios de arroz, de açúcar, de farelo, feijão, macarrão para fazer as mudas de minhas plantas, coloco a areia com estrumo no saquinho pra fazer a muda, quando ela cresce aí transplanto para onde eu quero, pra muda crescer. Tenho um hectare de cajueiro, onde fui eu mesma que plantei – emocionada continua – meus filhos homens não gostam de plantar nada e nem as filhas mulheres, os pés de rosas todos foram eu que plantei porque gosto muito de rosas. Esse povo novo de hoje não se interessa em plantar, as pessoas de idade são quem se interessa mais a cultivar as plantas. As minhas amigas costumam perguntar se eu vou comer dos frutos desses pés de plantas que cultivo, mas, por eu ser uma mulher já de idade, eu respondo que se eu não comer fica para os netos.

Quando eu recebi a cisterna de 16 mil litros minha vida mudou, tanto por ser uma água limpa pra gente beber, quanto pra cozinhar. Fiz outra cisterna por minha própria conta, desce a água da bica que não é tão limpa e com esta água molho as plantas, coloco pros animais e a cisterna de 16 mil litros é para o consumo de casa. E agora tenho a cisterna calçadão que eu não tinha, estou pretendendo comprar as estacas e arame pra cercar a cisterna e o calçadão, assim vou fazer plantio para todo mundo ver que coisa bonita.

“Água é vida, sem água ninguém vive”.

Cisterna Calçadão é uma tecnologia social do Programa Pernambuco Mais Produtivo, através da parceria entre a Diocese de Pesqueira, Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS.

Por Nelson Xavier / Caritas Diocesana de Pesqueira

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