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2ª turma de migrantes e refugiados conclui capacitação em Língua Portuguesa e Cultura Brasileira

22 de julho de 2019

Capacitação contou também com oficinas de inclusão digital, legislação trabalhista brasileira, empreendedorismo, economia popular solidária e rodas de conversa psicossocial

 

A integração entre nacionalidades diferentes estimula a criação de espaço de aprendizagem multicultural

Na última sexta (19), a Casa de Direitos da Cáritas Brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), com o apoio da Fundação Banco do Brasil, concluiu com êxito a capacitação em Língua Portuguesa e Cultura Brasileira para migrantes e refugiados. Ao todo, foram 35 participantes residentes em Brasília de 17 nacionalidades: Togo, Marrocos, Congo, Cuba, Venezuela, Paquistão, Gâmbia, México, Bolívia, Egito, Síria, Gana, Haiti, Equador, Mauritânia, Índia e Tunísia.

A capacitação contou também com oficinas de inclusão digital, legislação trabalhista brasileira, empreendedorismo, economia popular solidária e rodas de conversa psicossocial. Além disso, também houve oficinas de conversação com o apoio da equipe do Vila Brasil, escola de idiomas. O curso integralizou a carga horária de 160 horas em modalidade presencial.

A Fundação Banco do Brasil é uma das principais parceiras da capacitação

O objetivo central do projeto é oferecer ferramentas para a integração de migrantes e refugiados na sociedade brasileira, respeitando seus valores culturais e autonomia. Segundo Hildete Emanuele, coordenadora da Casa de Direitos, a capacitação garante algo para além do aprendizado de um novo idioma. “O projeto é um gesto concreto de acolhida a essas pessoas em nosso país, com ações básicas de transmissão da língua portuguesa, da cultura brasileira e do suporte para o acesso aos direitos e garantia de dignidade.“, explica.

Durante os três meses, os estudantes foram acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta pelas professoras de língua portuguesa e cultura brasileira: Érika Flávia (manhã) e Jamile Maeda (tarde); nas oficinas de inclusão digital, com os professores Wisley Paulo (manhã) e Victor de Matos (tarde); As professoras Shirlei Souza e Rizoneide Amorim nas oficinas de empreendedorismo e economia popular solidária e a professora Raíssa Alves nas oficinas de legislação trabalhista brasileira. Houve também o acompanhamento do assistente social Valteron Santos e do psicólogo Jardel Santana que com o suporte das estagiárias de psicologia Nádilla Santos e Maria Eduarda Kavamoto da UniCEUB desenvolveram rodas de conversa psicossocial periodicamente com os estudantes da oficina.

Ao todo foram 35 migrantes e refugiados que participaram da capacitação, parte deles advindos de países da África

Para a assessora do Fundação Banco do Brasil, Luciana Veloso, a capacitação potencializa as oportunidades laborais dos migrantes e refugiados. “Nós enxergamos o projeto como uma inclusão de educação, mas também como uma educação sócio-produtiva, na qual a partir da capacitação em português eles possam ter mais oportunidades de serem inseridos ao mercado de trabalho”, diz.

 

DEPOIMENTOS

Na celebração de finalização do curso houve a entrega de certificados para os participantes da capacitação.  Cada um e uma que recebia seu reconhecimento pelo esforço em participar das oficinas demonstrou para o restante dos convidados um pouco do aprendizado em português, através de uma simples apresentação pessoal, uma grande conquista para muitos que desconhecia totalmente o idioma.

O haitiano Woodolphson Jean, residente há 7 meses no Brasil relata que sua experiência no curso foi exitosa, pois o possibilitou a se expressar e entender a cultura no novo país. “Pra mim foi muito bom por que a comunicação é muito importante para todas as pessoas. Se as pessoas não podem falar, não é bom pra sociedade. Quando eu cheguei aqui eu não sabia falar nada e hoje posso falar e ser entendido. Espero que a Cáritas continue oferecendo esse curso, pois ajuda muito os migrantes e refugiados”, diz em português.

Woodolphson Jean, migrante haitiano, se alegra por conseguir se comunicar em um novo idioma

Para estudante venezuelana Veronica Castañeda, o curso foi uma ferramenta para que migrantes e refugiados entendam e conheçam seus direitos. “Foi uma grande ajuda para mim, eu já tinha um pouco de conhecimento em português, mas o curso me possibilitou outros aprendizados por meio das oficinas de inclusão digital, leis trabalhistas e economia solidária. Pra mim é o primeiro passo pra gente recomeçar a nossa aqui.”

Além da contribuição na vida e na trajetória que migrantes e refugiados estão traçando no Brasil, a possibilidade de interação oferecida pela capacitação também influencia na carreira e vida dos profissionais envolvidos na formação, como conta a professora de português, Erica Alves. 

Mães migrantes também foram beneficiadas com o curso. A venezuelana Luxiana pôde participar das aulas com a companhia do seu filho, o que lhe possibilitou a conclusão da capacitação. (Ao seu lado, a professora de português, Erica Alves)

“Profissionalmente, ministrar aulas para migrantes é um desafio cultural. Pois, são muitas culturais ali juntas que nos obriga a reinventar nosso modo de dar aulas e também de enxergar o mundo. No final das contas, essa interação nos ensina que a cultura sempre enriquece os lugares, tudo o que eles têm de bagagem contribui para enriquecer o nosso país, por isso, acolher é importante.”, enfatiza.

Por: Tainá Aragão- Cáritas Brasileira 

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